segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

....és um senhor tão bonito, quanto a cara de seu filho, tempo tempo tempo tempo....


share the bit of love


meu bem, meu bem. 
rocking with you
I wanna rock with you babe
cause I'm rocking on myself!

amo, full of me
parindo todas as luzes
dividindo as cores
do amor
em
mim.
sendo você,
pode ser
pois já é.

seja só, totalmente só. descubra-se. despeça-se. seja. 
sobreviva amando-se profundamente. 
perdoe-se por favor.
e volte limpa.
para a superficie terrestre.
amando loucamente, selvagemente,
totalmente
tudo e todos.

Abre Bahia, a cabeça da gente. Tá lá, é só ver.

Mãe. Bahia mãe que procuro. Obrigada à todas as minhas mães. Encontro todo alimento e como com farinha o tamanho do seu amor, full moon of love. dentro de mim.

find yourself, merge yourself, give yourself to you, and eat.

faça uma reforma intima ;) it rocks!

merging on me, merging on you. I'm a lover dive!

I wanna rock with you

all night.

é preciso ter vivido tudo. é preciso esgotar o querer do ego. e transmutá-lo em amor próprio. e comer-se abundantemente.

aí você pode virar dois.

tropical forces of love

permita-se amar. merge.

amor. liberdade.

"Há uma alegria selvagem em estar vivo. Há uma embriaguez da existência. Cada hora é uma amante para o meu desejo infinito" Arthur Lundkvist

selvageria de viver!

de l'amour - tudo cololido

plenitude
do
ser

de l'amour - pinky me

time to be happy
time to shine
there's light
there's love
there's sweetness

tendresse c'est la plus belle parole.
la vie sans tendresse?
rs
por quoi?

L'amour, l'amour
Time to merge....lembra? 
Eu lembro. Lembro porque senti.
E quem não sente, não lembra,
quem não lembra não sabe amar.

prisão de doçura. sua doçura.

poros
ja viste
não sabe ainda?
veja nas mãos
abre teu semblante
já é dia
não tem noite
tem encantamento
dele.
prisão de doçura.
quero ser presa assim,
with love.

time to be.

como pode
tocar seus sentidos
entrar dentro de você
e preencher tudo
de ar cor-de-rosa
ceder na tua doçura
que encanta.
deixa-se seduzir
afinal.

afinal...a gente merece ser feliz não é? ;)

Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca. (Clarice Lispector)



num processo de encanto.

blup bim bom baim bek brun

sauvage

........dance with you
around the stars


,,,'...... ,,,'  ,,,' ...... ,,,'  ,,,',,,'  ,,,',,,'  ,,,'... (movements)


dancing with you
it's so nice
rindo
.
dancing
.
dancing
.
.
doing
.


,,,'...... ,,,'  ,,,' ...... ,,,'  ,,,',,,'  ,,,',,,'  ,,,'... (movements)


could be the night and all in my mind
could be you, could be the sky
love love love life
close you eyes and let
the ritmo of life
get in to you.
get in to you.
.
.
so move it
.
.


,,,'...... ,,,'  ,,,' ...... ,,,'  ,,,',,,'  ,,,',,,'  ,,,'... (movements) 2x
.
(improve)
.
,,,'...... ,,,'  ,,,' ...... ,,,'  ,,,',,,'  ,,,',,,'  ,,,'... (movements) 1x
.
(free)
.

borbujas de amór

Tão bom
Gostar
de
Você
ABre
APorta
Aparece
prA mim
AssIm
espelho de mim.

Com Você
Bom de
Mais
Você
em Mim.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

that's why..I wanna rock with you ;)

Os deuses devem estar loucos.

O que me deixa louca é a inteligência e a beleza. Pureza deveria ser um estado de espirito constante, para se ver de maneira mais intensa, esmera do olhar, direta e verdadeira. Eu quero paz meu amigo. Paz com cuidado e carinho. O que fiz, já fiz. Os valores desse mundo atual quebraram-se dentro de mim. Abro as revistas de moda..acho engraçado tudo..Liberdade de conceito é o nome que se dá à força, quando ela está em equilibrio. Se é que algo fica em equilibrio, e não cai rs. Tenho certeza que é uma quebra que está acontecendo em cadeia pois sinto que, pensando assim, me conecto com uma energia externa tremenda, brutal. E sinto que é o caminho certo. Sinto que tudo pode ser quebrado a qualquer momento e estamos soltos para isso? Seguir, seguir.. Não é a toa as catástrofes acontecendo. Elas também acontecem internamente. É inevitável, que depois de uma tragédia da serra do rio por exemplo, que ninguém mude o comportamento mesmo que uma centelha, mesmo que lá dentro. (Isso tirando os pscicopatas, que não tem solução. Eles são nossas ferramentas de desenvolvimento, ai como é triste isso dos pscicopatas...!) Sabe que fiquei mais assim, digo, conformada? Abaixar a guarda e acostumar-se com o imutável. A pscicopatia faz saber um pouco sobre a transmutação. Pois é o seu contrário. E ainda fico sem resposta ao perguntar por quê Deus, ou o Quê, bota no mundo, o que não se salva. Talvez um servir? Talvez esses sim, num ato de generosidade extrema, antes de se consumarem humanos, honrando um compromisso com o divino, sejam os verdadeiros iluminados, que abdicaram de uma vida de sentimentos, para nos testar e fazer crescer? Será que todos os demônios são deuses de fantasia carnavalesca brincando com as tristezas da nossa vida?

;) satisfação..

Oi! By the way...estou postando os documentos de Moreré com o computador na cozinha, e fazendo um peixe, um surubim, no papel alumínio, com alecrim aqui do meu jardim, assado com sal, um pouco de azeite e pimenta branca. (e agora uma farofa amarela bem temperadinha)

Hoje tem sarau no quilombo do Sacopã. Vou mais tarde, depois de malhar. Meu corpo dolorido até. Tenho que pegar impulso para contar a entrada do Bailinho de ontem no Morro da Urca. stava com saudade do meu Dj que mais e faz dançar. Meu Dj preferido.

Moreré (Doc.34) Vicio de sentimentos.

Fico pensando que não adianta lutar contra o inevitável da vida. Tem que se render a isso e deixar que ele passe e você fique. Como uma onda do mar, quando a gente mergulha e ela passa, ninguém detém uma onda. Não dá pra lutar contra a raiva enraizada no coração dos homens. Sabe-se lá por quê? De repente não somos nem o motivo real, mas nossa simples presença lembra ou remete à sensações não tão nobres do outro ser.
Não dá para deter a corrente de sentimentos de raiva, revolta ou mágoa de alguém. Ela é antiga, não é de agora, tem fundamentos cármicos. É muito forte. Nem mandando amor, nem mandando flores.
Quando a pessoa sente raiva, ela já tem um dispositivo que deve ter sido acessado inúmeras vezes e já é um botão viciado, que aciona no automático, um sentimento muito forte, que não tem como se combater. Não acaba. Essas pessoas tem dificulade de  aprender a perdoar. Para desenvolver e se livrarem desse peso que envelhece e cega. Gente com muito ego se sente ofendida.
É triste. Mas é a realidade, e dela eu não fujo mais. Porque nela estão a verdades. Olha a chuva no molhado. Mas é. Só aqui posso separar as verdades que não são minhas, que são expectativas e projeções dos outros e fico mais leve. Eu tinha medo de descobrir a loucura e maldade dos outros porque não aceitava não ser amada pelas pessoas óbvias da minha vida. Coisas que provavelmente, certamente, eu fiz e estão se resolvendo, e estou tendo a oportunidde de encará-los e deixá-os passarem por cima de mim. Vivendo, aprendendo, tirando lições e deixando passar. Como uma onda mesmo. Aprendi com a maré de Moreré.  É uma dedicação, um exercício de deságue, a análise profunda do por trás das coisas, mas dá certo. Vai-se na fonte, o processo de cura, principalmente das cármicas, tem que acontecer assim. A realidade é minha melhor amiga, minha aliada e me dá muitos talheres a mais que as espectativas e sonhos. Olhar no olho das pessoas e ver quem elas são porque tivemos coragem de libertar e conhecer a a nós mesmos. Essas pessoas são nossos espelhos, eu me vejo em cada um, já não sou tão una. Sinto uma pontada de cólica e acho que mesntruei. Uns dias antes, será? Experimento a mim mesma e, de leve, toco a pontinha da página do livro. Eis a prova digital! Abrirei a porta do quartinho que dá prá sala e chamarei  Linda! Mas ela está tocando com o Vô e o Pedro, outro português fora a Linda. Uma chuva danada, caindo agora, eu deveria ter me precavido ontem.  Mas a Linda me salvou.

Moreré (Doc.33) Seguir.


Ano dos mortos que se mantém vivos. E eu sigo com ferimentos. Viva e de luto. As vezes e quantas vezes se é preciso morrer para continuar a jornada da meta morfose. Aceitar os fatos com serenidade e sempre me vem aquela frase na cabeça, eles não sabem o que estão fazendo. É uma desesperança jamais sentida, um deixa prá lá e seguir em frente sem saber o próximo passo, por mais esranho que pareça, ainda é a melhor opção. A queima desse processo gera um combustível que é a injustiça

(Doc.32) Uma entrada no meio do mangue.

A vida aqui em Moreré toma outros rumos. É claro que já conheço praticamente todo mundo da vila e  todo mundo da vila já sabe quem eu sou e aonde estou. A coisa da honestidade aqui é muito forte. O pessoal não leva, não rouba. Quando estava na biblioteca, agora fui transferida de volta para a casa e o quarto que eu fiquei na primeira noite quando cheguei aqui. O mesmo quarto, aonde abri a janela e logo fechei, acho que não contei essa história,. Dias antes de mudar de Boipeba Velha, da casa de Arcadio, estilista que emprestou a casa para o Lurfy, meu amigo, a casa de revista, umas das vinte mais lindas do mundo, pelo telegraph de londres, estivemos no paraíso. Não o do céu, mas um lugar divino, um restaurante na praia, de se ficar a tarde toda, os meninos encontraram um amigo fotógrafo que passava as ferias em Moreré e nos convidou para uma festa lá no mesmo dia a noite. Não fomos claro, muito longe mas  o moço era um pitéu. Fiquei pensando em como o encontraria de novo. Passaram-se alguns dias, fiz um passeio a pé de Boipeba para Moreré, no ultimo dia e andei até aonde a praia aparentemente tinha fim. Um mangue. Uma entrada no meio do mato. O buraco de Alice no país das maravilhas tropicais. Logo em frente, uma biblioteca, é pedir demais, mas era verdade. Era a casa da Mirtes. Mirtes, eu preciso de um lugar tranquilo prá ficar, você é gaúcha, gente fina, vai me ajudar. Quero ficar aqui e escrever nessa biblioteca.
Pois ela armou uma cama com o cortinado azul acqua atrás das estantes, protegida da chuva e sereno, a minha cabana literária que eu chamei de minha casa tantos dias. Mas a primeira noite eu passei nessa casa. A Mirtes tem um terrreno enorme no meio do mangue, que eu confundo tantas vezes e chamo de pântano, marrecage, e nele construiu umas sete casas de nativo, uma mais interessante do que a outra. E aluga essas casas.  São de telhado de folha de palmeira seca, não tem paredes ou tem só nos quartos, e algumas casas são sobre as árvores ou palafitas e outras, como essa que eu estou, são bem gtandes e com areas internas espaçosas e arejadas. Parecem casas de indio. Mas você vai andando por aqui e vê que é realmente assim que eles vivem, os nativos, mas é claro, num esquema bem mais simples. Ainda.
Mirtes, tenho que concentrar, a menina, minha amiga que ficou em Morro, tennta me seduzir com gatinhos e caipirinhas. Ela me liga e diz, olha, já marquei o seu trajeto de volta prá Morro de São Paulo, você fica aqui em casa, a gente arma tudo, tem um monte de gatinhos gringos e caipifrutas. Ela quer me convencer de ir para um lugar para o outro por causa de gatos gringos e caipifrutas. Imagine. Eu querendo ficar sozinha para escrever algo sobre um novo trabalho, aproveitar minhas férias para parar de beber caipifrutas, e fugir de namorico. E que gringo o quê, sai prá lá com gringo, eu hein.
Ouço vozes, abro a janela do meu quartinho, que dá para a  sala ou área comum, fecho de novo rapidamente. É o fotográfo. Quase bato a janela praguejando, demônio, que eu queria ficar quieta, sozinha, agora abro a porta sorridente, quem disse que lembro que tenho um trabalho, que me propus a me concentrar, o homem está lá na minha frente, como você veio parar aqui?, entrei, pergunto, Você está hospedado aqui? Sim, com mais dois amigos. Olho os amigos em volta e só vejo um. Enorme, e duas vezes ainda mais bonito. Quando digo bonito, é bonito mesmo, com todos os temperos que a palavra pode produzir. De dar água na boca. Praguejei em silêncio de novo, agora não tem jeito, pensei, eita faro!
Até quando vocês ficam? Até amanhã de manhã. Graças a Deus, pensei, tão longe tão perto, perigo…Aonde você mora? Eu pergunto para o mais gato, Ipanema, na Vinicius. Bingo. Nos vemos na volta.
E estou escrevendo até agora. Concentrada. Fazendo aquilo que me propus. Por mais que as tentações sejam grandes, estou aqui seguindo. Apesar dos mineiros. Pois é, eles entraram, invadiram a minha vida. E agora eu volto para a casa, com a maior galera de mineiros que eu já conheci na minha vida. Todos são artistas, todos tem algo a dizer, hoje de manhã, todo mundo tocou violão, um pintou. Todo mundo tem musica nova, trabalhos sendo feitos, escrevem poesias, cantam seus próprios trabalhos e o dos outros. Os mineiros são um capítulo a parte. Tem que explicar separado. Estou enamorada de Minas. Na Bahia.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

amores são possíveis. sempre foram. (arnaldo jabor falando sobre o filme "último tango em paris")

http://g1.globo.com/videos/jornal-da-globo/v/o-ultimo-tango-em-paris-teve-um-tom-de-sacrilegio/1427107/#/Edições/20110203/page/1

feliz!!!

entrada da pousada da mirtes.

Moreré (Doc.31) Noite.

Aqui a gente pensa que não tem nada prá fazer a noite, não tem mesmo, mas o povo arranja. E fica no bar do Bira até tardão ou faz o samba/choro na Fátima (ela tem um bar no final da praia). E o couro come. É muita manga caindo na cabeça da gente, ontem mesmo, ela me indicou prá comer, uma fruta que tinha caído daquela árvore tal. Que era de uma marca melhor prá comer. Mas isso, eu fiz de manhã quando estava de passagem, indo pra Boipeba Velha tentar mudar meu vôo, que não consegui. Não vou a noite. Desde  Reveillon, bebi as caipirinhas duas noites. Uma ou duas, nada de mais.
Tenho pânico de noitada porque sinto um lance estranho dentro de mim. Paranóia! Sinto que o povo está  ali enlouquecendo, bebendo, fumando, ingerindo, envelhecendo, se matando por uma diversão, que muitas vezes é só estragação mesmo, não dá em nada. (não é esse o caso).
Poucas vezes marquei reunião, fiz música, criei algo realmente bom, fiz contatos interessantíssimos, na noite. Na balada. Prá mim, os meninos mais bonitos e que combinam melhor comigo acordam cedo e treinam. Tenho pavor de ficar aquela mulher envelhecida, com marcas do tempo, de bebida, noitada, aquela fisionomia cansada, fedida de cheiro de cigarro, sem trato. A minha paranóia atinge esses índices. Um horror.
Eu nunca fui uma pessoa do copo. Mas esse ano passado eu bebi mais despretensiosamente e deu no que deu, quatro kilos a mais na balança. Tive dificuldade de dormir, então não conseguia acordar cedo prá malhar e virou uma bola de neve. Temos que descansar a noite e repor as necessidades do corpo para o dia seguinte. Se eu não descanso, me sinto fraca e cansada no dia eguinte. Sinto culpa. Não gosto. Definitivamente eu não sou da noite e da coisa vamos enfiar o pé na jaca com tudo. Exatamente por isso, quando me animo a sair, me divirto em dobro.
Mas aqui toda noite o samba rola até quase de manhã, toda noite não, mas um dia sim outro não. Tem muito músico aqui, bons músicos, mineiros principalmente, estou querendo dar uma volta por Minas depois disso. São muito bacanas esses mineiros.
Mas não saio a noite. Fico dentro do meu cortinado azul aqcua, dormindo cinderela, descansando do exercicio do dia. Minhas pernas doloridas de tanto andar na areia fofa. Aqui é enduro o dia e noite toda. Areião. Não tem asfalto, não tem calçada pavimentada. Aqui o tempo parou.
Mas por causa disso estou entrando de novo nos eixos. Já emagreci um bocado e é tanta, mas tanta água de côco, chego a tomar uns cinco, seis côcos por dia, que a gente vai enchendo o buchinho e hidratando, sem engordar. Desincha, nutre e hidrata, recomendo boas quantidades de água de côco para substituir a ansiedade de “ingerir” que a gente tem.
Até o final das férias vou estar quase nos trinques. Só vai faltar o treino de musculação prá criar o tônus que perdi esse ano e o pilates que vou fazer assim que chegar no Rio. Depois dessa chuva mega que assolou o Rio de Janeiro, acho que não volto tão cedo prá lá.
Resumindo, é uma cagada beber de tristeza. A felicidade alheia tem que ser um incentivo e não uma fonte de raiva. A inveja é suja e suja a aura da gente. Quando eu me pego sentindo inveja, sinto-me pesada e sem rumo. Algo está muito errado quando se sente inveja. Deve-se prestar atenção a esse sentimento e procurar trabalhar a redenção disso imediatamente, pois é só prejuízo. E fora o cheiro do invejoso... Só ele não percebe, os mais sensíveis percebem na hora. No olhar também. O invejoso é um sujeito miserável. E perigoso na sociedade.

Moreré (Doc.30) as mesmas perguntas.


Tem coisas que acontecem e que mudam o rumo da nossa vida. Peço a Deus, ao meu auto-controle e ao inconsciênte do mundo que me guiem com muita atenção e carinho. Sou representante do bem.
Aos daqui de cima, que não devo dar tanto trabalho assim, peço ajuda e união. Um pouco de carinho, paciência e  força em forma de oração. No final restam as perguntas de onde viemos, quem somos e para onde todos vão..

(Doc.29) Não venha a Moreré


É de madrugada. Mas para mim, o pessoal aqui é festeiro e vara a noite tocando e dançando. Muitos músicos aqui, impressionante. Amei esse lugar. Aqui não é lugar pra fazer social, prá ver e ser visto. Pelo amor de Deus não venha prá cá! Não faça disso aqui um lugar show off ou um lugar de balada! Aqui é um mangue, um berçário de varias espécies, é a placenta desse lugar. Amanhã vamos entrar no mague. Dizem que é impressionante. A vida nascendo e renasendo…Aqui ninguém te vê. Mas todo mundo sabe de você. Uma ilha, lugar muito pequeno. Por favor não venha prá cá.

cheiro do papaya verde!

Que coisa mais linda..o Dorival Caymmi

Ele é o som da Bahia. Ele faz a música dos sons da Bahia. Qualquer paraíso de Gauguin perde. Final da praia de Bainema, Moreré.
(a água é quente)

vamos chamar o vento..

Odoiá, energia forte e boa. dia de Iemanjá. Saudade da reza.

Sensoriais de Ipanema

A gente vê a beleza e a pureza, sente a pureza e depois já não acostuma com nada em volta que não seja ideal. puramente sensorial. que coisa, então o que fazer? Meter-se numa jaula? Tratamento de animal de extinção? Sensoriais não são bons de cálculo nem de fingir. Vinicius não está prá ajudar no passo da garota. O tom foi embora, deixou a gente assim. Que pena o ranço do ex-moço vizinho aqui de casa, perdeu a mão. Por quê o querer tanto e o tanto querer transforma-se em pedras para carregar? Ande em paz. Tenha coragem, o que leva-se da vida afinal? Prá quê o semblante engessado, ser participio, nem ter ou deixar de ter. A não ser você, é claro, não quero mais ninguém. Veja o filme do cisne negro. Eu vi a pré-estréia, a minha amiga Aninha me chamou, eu fui. E senti muito aquela energia que ando tanto estranhando. Falta o Tom, falta a doçura, faltam alguéns para dizer o quanto isso aqui é só bonito. Falta a verdadeira razão, a genialidade gostosa para o coletivo, aflorar mais o amor. Sinto necessidade da patachoca acontecer fora de mim. placenta amorosa que envolve geral. moça do corpo e coração dourado, abençoada, mente dourada precisa ter.

é, isso que não pode perder. o bom humor, a alegria de viver.

sorria sempre! 

só Aruanda cura o banzo fenomenal de Moreré..

vejo a realidade. no fantasia. a graça é outra. vejo a verdade. vejo as pessoas, nossa..

came on babe

atravessando o grande braço final do mangue de moreré em direção a ponta dos castelianos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mangue de Moreré, berçário de mudança e Zeca Pagodinho.

Claro que são humanos como todos nós, mas tive uma certeza que gritou na frente dos meus olhos. São felizes. A gente sente uma calma ali sabe. Sentimos felicidade, uma coisa, não sei bem se é inocência perdida. Uma falsa inocência, não sei bem o que é. Sei que tudo mais fica tão pequeno, fica tão menos óbvio. O tempo é único ali. Não é hora agora de fazer aquela pergunta, você moraria aí? Não é por aí o entendimento. O entendimento vai além, porque esse tal Moreré conecta a algo que está dentro aqui e ocorre um fenômeno chamado ressurreição. Ou ressurgência, mais ou menos isso. Natural que é um processo sutil demais para ser totalmente compreendido. Deve ser vivido. O que não se sabe explicar é que passa por perto uma sensação de aflição e angústia só em pensar de se afastar desse meio de formas e sentimentos. Sinto-me envolvida. E o estado de espirito que se alcança quando estamos ali. Viramos totalmente natureza. Nos preenchemos a tal ponto que acontece um equilibrio, o meio externo que é propício a abaixar as armas, entrar em contato, e ser apenas.

O essencial, simplicidade, inspiração e adrenalina correndo solta como as marés, o vento, as luas. Está tudo ali. Dá um tonteamento, uma náusea de tanta força que tem sentir isso. O lugar aonde fico feliz e sorrio sem medo. De volta a minha casa, não sei. Não sentia saudade. Estranho, algo que já tinha mudado, mudou mais ainda. Agora lembro de novo do livro, Sidarta, lembro na seqüencia o livro sobre os aspectos de Plutão na Astrologia. Tudo no seu tempo. As fichas caindo. Cansei de algo que ainda não sei dizer o que é, e nem sei se é o verbo cansar que caberia nessa frase sem ter um peso em excesso. Poder ser o termo, "perder a graça". O fato de ter comparado as pessoas. O afastamento do ser humano da natureza e a pressão das cidades geram doenças do ego. Eles torman-se demasiadamente superficiais e infladíssimos. Podem ser perigosos quando ofendidos. A gente que vive perto da natureza é mais simples e feliz. No cerne da questão. Não é uma questão de não ter vaidade, ou não consumir. É uma questão de lucidez interna e comunicação com o meio. Aceitação. Isso traz uma sensação tão maravilhosa, de descoberta a todo minuto. É muito a se descobrir. E vem de dentro. Também a interação é forte demais, não dá tempo de pensar em nada que não seja a legitimidade do momento. É tudo tão vivo. Percebemos que é isso. A vida é isso, a percepção total da realidade no presente.  Quando cabemos em nossas pernas e abdicamos de nos esconder no passado, pensando no futuro. Viver no presente é um ato de coragem muito forte. O que acontece é que o pano cai. E o que se vê por trás, pode não ser tão agradável. Mas tornar-se vazia é preciso, pois é preciso a leveza. É preciso ter o vento dentro de si, dançando bonito, soprando sempre a favor, e permitir as mudanças, perdoar os erros e fazer todo dia ser mais leve. Abrir para o bem. E lembro finalmente o conselho de minha avó Bi, dizendo e cantando prá mim.."Esse menino, o Zeca Pagodinho, é um gênio, um filósofo! Deixa a vida me levar...vida leva eu...quanto mais eu vivo, mais deixo de querer entender o porquê das coisas...é deixa levar" É isso aí. Leve.

agora eu quero paz.

esse Moreré concluiu o meu movimento. 

ps. não é estranho, é de vidas. e nem eu tão pouco sou estranha.

Não quero sugar todo seu leite 
Nem quero você enfeite do meu ser 
Apenas te peço que respeite 
O meu louco querer 
Não importa com quem você se deite 
Que você se deleite seja com quem for 
Apenas te peço que aceite 
O meu estranho amor


Oi

Quando dizem vamos fazer isso e aquilo, quero te levar para China, te enfeitar de pérolas da China, vou te levar para dar uma volta de bike no parque das árvores nos EUA, ou te levar prá mergulhar em Seychelles, ou te amar a vida toda..entendemos, estão felizes, muito felizes. Sem fantasia é bom fantasiar o momento. Mas sem fantasia, só na realidade. Quando as pessoas falam coisas bonitas, promessas ou não, quer dizer que elas estão felizes e entusiasmadas, só isso. Sem projeção, sem esperar. Melhor, bom assim. Fica leve. E acontece mais até.
sem adequação total
um peixe fora d'água.
energia atravessada
gente pesada demais
ranço cansa,
ranço fica na roupa.
sem a fantasia do verniz
vê-se tudo.

I ching sobre o mal.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

sonho..

romance..

sedução pura, beleza negra.

beleza e forma sem fim.

leveza e sedução feminina. mulheres maravilhosas, uni-vos.

beleza de dança e doçura, olha que o mundo precisa! que lindo!

os cisnes branquinhos..

3.Eugênio

Concluo o porquê desses pescadores e todos os nativos, na verdade, que eles são tão magros, magros mesmo, pele e osso. Músculo e osso. Eles se alimentam de polvo, lambreta, carangueijo, peixe, farinha e vinagrete. Pono final. Fazem feijão e arroz. E pimenta. Não tem aquele molho nojento branco, light. Aliás não tem nada disso. E duvido que as pessoas tenham problemas de estômago e obesidade nesse lugar. Bebe-se pinga, muita. Tudo trabalhado na cachaça. Mais que cerveja, eu achei. Senti um costume, mas foi agravado pela presença maciça dos mineiros. E a Seleta reinou ali. A última veio a cavalo, de Boipeba até Moreré, preciso contar ao Eugênio, ele voltava das festas no lombo do cavalo, guiado por si só. Teve um dia, o cavalo escorregou e caiu na vala, levou o Eugênio..ele contou várias estórias. Foi uma surpresa enorme encontrá-lo lá. Ele mora em Alter do Chão, eu ia lá em Junho do ano passado, mas do ano passado eu quero só lembrar que já passou, então do nada nos encontramos lá. Ah o Eugênio...falar do Eugênio é complicado. Uma cidade toda fala dele. Eu digo, o vilarejo de Moreré, se é que se pode dizer assim, fala dele. 

2.Devaneio de banzo de Moreré. Completamente louca de falta, sem ar.

 Pavor de restaurantes que misturam comidas e carne de ave, com molho de cereja da patagônia, legumes da serra da mantiqueira com a agua engarrafada na Inglaterra, o fígado de pato dourado da Birmânia, mousse de ar, mini-coisinhas coloridas, enfeites da china, eu estou com pavor disso. Mas eu vou, não digo que não vou. E como. Adoro. Hoje comi um misto nojendo de saladas com um molho branco "light" e cubinhos de peito de peru, milho, credo, nem lembro mais, misturava salpição de frango, que é nojento também, mas era inicialmente o que eu queria. (Saudade em vão daquela terra). Minha amiga pediu coca light, imagine aquilo tudo misturado dentro da barriga dela. Ela bateu o prato todinho, Daniela você não está com fome, não comeu nada! O garçon olhou me culpando, olha, claro que eu comi, era um prato alto de comida, quatro tipos de salada enormes, um pandemônio prá qualquer estômago. (Deixa eu falar, que queria estar ouvindo o barulho do vento). Muita besteira, não consigo expressar. Vazia dessa maré, não quero me encher de nada que não seja luz e bons pensamentos. Aqui chove. Os processos ensinam. Estava pensando que, quando se encaram os processos, eles são vividos mais intensamente. Porém fiquei pensando, acho que não. Acho que isso já é um julgamento, acho que cada um vive seus processos da sua maneira. E quem julga qualquer porcesso de evolução, é que é covarde. É muito mais natural a negação da novidade e movimento. Mas o mundo é movimento, dele se faz a luz. Do movimento


1.Devaneio de banzo de Moreré.

Moreré é muito simples. Sinto mais que saudade, é um banzo. Algo sensorial que teria a ver com carne viva. Soprando, nos meu ouvidos. A pureza está longe. Nem o asfalto e velocidade segura essa gente. Estou confusa com tudo isso aqui. O que são esses valores?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

é bonito mesmo.

Eumir Deodato/ Al Jarreau "Double Face"


As vezes a vida fica assim.

Dentro e fora. Mas a paz vem daí. Vem de todos os lugares, a paz é inevitável.

Mulher (Custódio Mesquita/ Sady Cabral)



Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério ocultarão, mulher
Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a calma e aos teus pés eu fico a implorar
O teu amor tem um gosto amargo e eu fico sempre a chorar nesta dor, por teu amor.

Moreré (Doc.19) gato de pêlo.

Embolado igual novelo, sou eu como um gato de pêlo enrolada no seu colo. 

Moreré (Doc.28) atemporal.


O querer é relativo quando se trata do tempo. Ouvir você, me leva de volta a tantas vidas passadas contigo. Os bons momentos, queria-os todos juntos costurados numa linha para viver de novo, o amor e sensações. 

"Os indivíduos desse signo, os indivíduos dessas conjuções, plutônicos, vitimados e hérois por sua condição. Erram, sofrem, aprendem o tempo todo. As vezes paga uma vida toda por um erro. Depois de tantos acertos e mudanças, continuam evoluindo. Em busca de sua própria rendição. Que assim seja."Amém.

Deixa pelo menos uma parte reservada ao atemporal, não seja bobo de queimar todas as nossas estrelas. Aquela que brilha por último, e também a primeira, serei eu. Deixa eu brilhar em você. O amor para mim é lento, tantas vidas de desconfiança, é natural que haja ainda um tempo necessário, ou já houve, porque o conhecimento liberta. E sobram vicíos de atitudes e linguagens que devem ser superados porque é um desafio viver. Consequência é o bem ganhar do mal. E eu ficar perto de você.

Moreré (Doc.27) pingando doce.


Daqui de dentro do meu cortinado escrevo para o mundo e qualquer um. Daqui de dentro ouço os trovões que vem lá do mar aberto e desata nessa tempestade de verão. Ouço todos os barulhos que a chuva faz. Estou no meio da floresta envolta no cortinado azul. Imagine, numa sinfonia de sons meramente feita ao acaso, de grande sutileza e estou aqui absorvendo. O ar da manhã é leve, temperatura amena, agradável demais, estou nas terras puras da realidade baiana. Visualmente, sensorialmente. Daqui posso imaginar o paraíso.

Gotas de chuva
pingando  doce.
Cheiro doce.
Gosto doce.
Docemente
caem na pele
alaranjada e
alegremente
aqui e na frente
deitada
e feliz.

Moreré (Doc.26) tão cedo, tão tarde.

O que não pode é estagnar esse movimento, aceitando o que tem que ser vivido, mas aceitando mesmo, não é da boca prá fora, olha esse livro de plutão me fez sentir menos medo das mudanças. Porque são tão profundas e tantas a vida toda, puta que pariu a vida toda, eu tenho que saber lidar com elas e parar de sentir medo. Que venha naturalmente meu destino, recebo-o com lucidez e calma. E a fé é minha amiga aliada, sempre foi, para depois rirmos juntas lá na frente, concluindo que era necessário tudo aquilo mesmo. Minha maior parceira de vida.

Tão cedo, tão tarde,
e diferente.
Nina a criança sem rosto,
balança bercinho vazio,
Não há mais.
Já foi.
Partiu.

Moreré (Doc.25) tua pele.


Deixa tocar a tua pele,
deixa ceder e toca em mim
como se nunca houvesse
me visto nessa vida,
nem outra, toca-me
como a primeira vez.

vai arder como arde tudo
que está ferido, mas nem tanto 
que uma hora o ardor passa e
a gente começa outra vez

se não te dou uma lambida
na cara, brinco fingir ser tua caça
com beijos de insensatez..
e mais uma mordida.

Tanto amor com amor se faz 
mais de onde começa, termina e vai
além mar, mercurio nos pés
esse amor que traz a paz.







Moreré (Doc.24) venta.


E venta e venta e venta.. pensa, pensa..esvazia.

Can you spark on me the movement of life?
Have you ever been the silence of my soul?
So many walls have felt down on me and
you changed my life and gave me wings.            .
And so I feel the moving change, 
I feel it.


           
            

Moreré (Doc.23) conexão.


Conexão, quero que tudo limpe dentro de mim.
Esse lugar aqui é um movimento só.
O vento atordoa e a maré oscila tremendamente todos os dias.
É incrivel observar o ritmo da natureza, o tempo das coisas.

Conexão
com você
Conexão
com você
Conexão
com você
Conexão,
Eu.
E você.

Moreré (Doc.22) são seis e meia da manhã.


São seis e meia da manhã e o dia clareando. A maré está cheia ainda, deve estar bom para correr daqui duas horas. Correr na praia de Bainema de olhos fechados…fecho eu os olhos agora de tão bom que é só em lembrar. Tem gente que gosta de noitada e tem gente que gosta de manhã. Cada um na sua.
Esse livro plutônico, junto com o Sidarta, me ajudou muito no entendimento de começo de ano, como teriam sido mais fáceis as as coisas se tivesse o lido antes, como a consciência esclaresce e facilita a minha vida. O livro é profundo, explica os alicerces das condições Caminhando para a evolução, sem parar, sem estagnar, continuando no movimento de purificação e afinação das percepções, um bom caminho.  Evolução de um ser sensorial, o sexto sentido é realmente algo definitivo nessa natureza e deve ser utilizado e observado como um instrumento vital.

Drama.
Natureza oculta
Saudade.
Falta.
Inferno de mim,
Por quê?
Por quê?
Mas não..
Tout passé..
O dia está clareando,
vislumbro o que sou eu.
Enfim!

Moreré (Doc.21) viva bichinho


Aqui em Moreré tem muito músico. A energia do lugar fica muito boa. Das noitadas, o samba até o amanhecer e o choro, Nelson Cavaquinho, Cartola. As vezes vou no começinho, ouço um pouco, puxei alguns poucos sambas, mas não fico. Aqui estou me preparando para o ano, recarregado as baterias na base e fazendo exercicio fisico. A galera é tudo de bom, muito astral mesmo. Todo mundo tem conteúdo, todo mundo se posicionando. A noitada eu deixo prá outra hora. Mas o couro come aqui. Very roots, very roots. Casas de nativos, segurança total, uma calma que nunca vi em outro lugar do mundo. Tem que cuidar com os tratores que andam por aqui. Os moradores bebem demais. Bebe todo mundo. Não tem o que fazer aqui. Das praias que eu conheço na Bahia e em todos os lugares que fui, essa aqui é arrebatadora porquê a natureza do lugar é muito abundante. É tudo muito, eu senti isso também no Havaí, em Maui, por causa do solo vulcânico, a natureza é muito forte, raízes, flores, cores. E aqui também.

E os músicos fizeram, junto com minhas amigas bailarinas que eu fiz aqui, um passeio para o mangue até Castelianos. Na volta, falaram muito sobre o lugar, muito forte, raízes imensas, um lugar lindo e único. Assim que for a praia vou jogar o caramujo de volta ao mar. Não quero interferir na vida dele nem ser responsável por sua morte, embora eu goste de sua concha. Apego ao bichinho. Viva bichinho! ;)