quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

(Barracho) Morena, vem ver Que noite tão linda A lua vem surgindo cor de prata Faz me lembrar A minha Maria Quando prá ela eu fazia serenata ..

Foto: Dado Braga

(I Ching) Se um homem se deixa deslumbrar pela fama, será logo criticado e surgirão dificuldades. Se, ao contrário, ele permanecer modesto apesar de seus méritos, será estimado e encontrará o apoio necessário para levar seu trabalho à conclusão.

Aprenda a ser modesto/a antes que você seja engolido.

(I Ching) OA verdadeira alegria deve brotar do interior. Mas quando uma pessoa está inteiramente vazia e entregue por completo ao mundo, suas fúteis alegrias vêm então do exterior. É o que muitas pessoas buscam como diversão. Pessoas interiormente instáveis que, por isso, têm necessidade de entretenimentos, sempre encontrarão oportunidade para se divertir. Elas atraem os prazeres externos em virtude do vazio de seu mundo interno. Com isso, perdem-se cada vez mais, o que naturalmente provoca o infortúnio.

(I Ching) Onde é preciso reunir pessoas, forças religiosas tornam-se necessárias. Mas é também preciso que haja um líder humano como centro da reunião. Para poder reunir os outros, esse líder deve primeiro concentrar-se, integrando-se em si mesmo. Só reunindo forças morais se pode unificar o mundo. esses grandes períodos de unificação deixarão um legado de importantes realizações. Este é o sentido de oferecer grandes sacrifícios. No âmbito social a época da REUNIÃO exige grandes empreendimentos.

A lei do poder do destino corrói o que está pleno e faz prosperar o que é modesto. Os homens também odeiam o que é cheio de si e amam o que é modesto. O destino dos homens segue leis imutáveis que têm de ser cumpridas. Mas o homem tem o poder de moldar seu destino, na medida em que sua conduta o expõe à influência de forças benéficas ou destrutivas. Quando um homem está em posição elevada e é modesto, ele brilha com a luz da sabedoria. Quando ele está numa posição inferior e é modesto, não pode ser ignorado. Assim o homem superior leva seu trabalho à conclusão sem vangloriar-se daquilo que conseguiu. (I CHING)


domingo, 13 de fevereiro de 2011

carinho e curiosidade

see?


a question of love, love is all about.

love yourself.

Desprover-se de sentimentos negativos.

muse III

muse II

muse I

open air!

Moreré (Doc.39)

Quero ter acesso a mais  informações, quero ler jornal, entrar na internet, ouvir Mercedes Sosa. Mandar os documentos para o produtor dos trabalhos. Quero falar com a Ana Luiza mas chove. Minha cólica já não pega tanto. Tenho vontade de bebericar nesse momento, mas prefiro deixar meu corpo são. E gostoso. Sem resquícios. Quero e preciso de uma água de côco. Em minutos termino isso aqui, pulo no meu chinelinho Havaianas, que comprei numa loja em Ipanema, todo mesclado de cor de rosa, mandei-lhe por um terceiro olho, uma florzinha de cristal de miolo cor lilás e as pétalas de cor de cristal mesmo, no meio, na junção entre os dedos. Seria o próximo procedimento, tirar agora uma foto da chinelinha prá  ilustrar esse post. Mas se “ela” não estivesse tão imunda. E assim enfeia o meu blog. Pois comprei um esfregão e esfrego tudo no banho. Esfrego o pé, os chinelos, pernas, machucado na canela, caí fiz um buraco quase na peito do pé, não contei ainda, mas já está quase curado. E fica tudo lisinho de novo.
A chuva já baixa e eu aqui com preguiça. Esparramando-me pelo lençol percal quatrocentos fios da Mirtes, hahahaha, ela entrou aqui há pouco para resolvermos mais uma mudança de quartos e casas, falou nisso de novo! Mas já não estou em mim, estou pensando no que aquela meninada vai fazer e eu junto, prá não perder o bonde. Mas vontade mesmo de comer uma lambreta. Boa pedida! E chove…

Ô chuva, e dana a chovê
Ô chuva, eu que vim aqui
só prá lhe ver..

Fala comigo, tira minha dor.
toca o meu rosto,
confunda-se com minhas lágrimas,
deixa escorrer..

No teu corpo, que eu quero ter.
Aonde está você?
Ô chuva, eu que vim aqui
só prá lhe ver..
Ô chuva, eu que vim aqui
só prá lhe dizer..








Moreré (Doc.38) Agora partiremos para outra casa.



Agora partiremos para uma outra casa aqui dentro. O pessoal já foi para a casa do Vitinho. Eu não, fico aqui com cólica escrevendo mais um pouco porque cai uma chuva lá fora. Apesar do Eugenio (Scanniavino) ter dito que hoje é um dia especial prá mergulhar, que o mar aberto entrou nas piscinas e vieram os peixes maiores, a água é de um azul mais anil. Não vou. Água hoje, não quero. Quero ficar quieta, no lençol percal de 400 fios da Mirtes. Só porque chove lá fora vou ouvir o ensaio com Fernando Moura, tão bonito, fico sempre encantada com seu piano. Saudade da net e suas facilidades. Saudade de saber da galera do Facebook. Vontade de saber do pessoal lá no Rio e São Paulo. 

Moreré (Doc.37) "Ser"


“SER”
(Carlos Drummond de Andrade)

O filho que não fiz
Hoje seria homem.
Ele corre na brisa,
Sem carne, sem nome.

Às vezes o encontro
Num encontro de nuvem.
Apóia em meu ombro
seu ombro nenhum.

Interrogo meu filho,
Objeto de ar:
em que gruta ou concha
quedas abstrato?

Lá onde eu jazia,
Responde-me o hálito,
não me percebeste,
contudo chamava-te

como ainda te chamo
(além, além do amor)
onde nada, tudo
aspira a criar-se.

O filho que não fiz
faz-se por si mesmo.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aquilo tudo.

A gente abre mão de tanta coisa prá ser feliz. E fica mais simples, fica melhor, sem tanta exigência. Quê alicerces que seguram tantos porens assim, me pego pensando. Quem são essas pérolas? Mas olha só é bonito descobrir a verdade sem preconceito e julgamentos. É de ver estrelas a plenitude. Não há nada a não ser o céu. Sala com aquela bola gigante de espelhos. Tudo já foi tirado, ou dado, e sobra a si mesmo. O resto é pista de patinação. Imaginação. A vida não tem o menor sentido, o menor sentido. E isso não é uma conotação sentimental, é o que é. No entanto está totalmente interligada. Estranho. É uma loucura viver. Mas seja feliz e mantenha sua dignidade pelo amor de Deus. Nem que o mundo caia sobre a sua cabeça e sóbre só você. Você contém aquilo tudo. Será seu, o papel de se transmutar e criar outra vida a partir da sua. Então cuida o tempo que se perde com pessoas que estão em outro padrão. Cuida isso porque a felicidade é pessoal e tem a ver com essa distância entre os sonhos e a realidade. Cuida prá não se iludir. Olha. Mergulhe no cerne das pessoas de alta vibração. Despeça-se definitivamente da maldade com muito carinho. Solte-se e o que ficar é que sempre esteve ali. Muito mais do que você imagina irá embora. E você vai sentir o quanto é bom permanecer ali. Sentirá limpo consigo mesmo. Novas amizades virão e as antigas serão transmutadas para melhor. Deixe-se amar amando a si mesmo na mesma medida, para que não hajam amores servis. Não aceite que a inveja te intimide. Felicidade e força. Carinho e união, amor e confiança. Olho no olho.

prostada no ar refrigerado..que calor é esse!

a gueixa sybile tem dono. está reservada.

gueixas gráficas

Sonhos que queremos ter ... sonhos que podemos ter..!

Moreré (Doc.36) O pessoal já tá lá.

O pessoal tá lá. De novo, foram dias e dias seguidos, o luau acontecendo no acampamento de Sete, o marido da Mirtes. São duas e trinta e nove da manhã, três e trinta e nove no Rio e acordei com um pernilongo me comendo. Abri a porta estava o Vô fumando um cigarro. Oi Vô (Vinicius Carvalho, jornalista ambiental). Oi. Cadê a Linda, (namorada dele. Uma portuguesa tupiniquim, cantora de voz grave e toca violão.) Pelo que se sabe ela fica até o último suspiro. Ok, vou lá checar. Fui e já estou de volta. O Vitor Santana, que estava tocando, o baile todo acontece por causa dele. A turma dele, que tem uma ONG em Beagá chamada Contato, e veio para cá num grupo grande. Ele sempre é afim de tocar para a galera. Um homem generoso. Mas o negócio é que ele realmente toca muito bem. Ele gosta do freje mesmo. E os amigos que tocam muuuito também. Eu conversei com vários deles, todos tem história de vida e trabalhos feitos e CD’s e livros publicados, são músicos, jornalistas, bailarinas, produtores culturais. Nossa, Moreré ferveu cultura. Os meninos numa boemia só. Fizemos amizade e já começamos a fazer coisas. O Beto (Humberto Junqueira) toca muita coisa de violão mas veio prá cá com o bandolin, “aprendendo”. Aí chegavam os amigos dos amigos, flautistas, outro bandolinista, sanfonero que não era sanfoneiro (rs), era o Macalé do Barbatuques que veio para a Bahia na oitava edição da “Caminhada dos Sessenta”, uma marcha de quarto dias no Sul da Bahia até Moreré. Esqueci o nome da cidade de onde começa. É muita história prá contra desse lugar incrível, mágico, forte, arrebatador, de marés incrívelmente oscilantes, isso aqui, com esse povo agregado, é o paraíso. Que não está perdido. Fora os nativos do lugar que são seres muito diferentes também. Doces e honestos. Reparo muito no modo de andar sempre sereno. Olha, prá quem veio aqui para passar uma semana escrevendo, fugida de todo mundo, eu encontrei a maior galera artistíca que já vi junta na minha vida. Já vou fazer o meu show da Virada Cultural com eles. Vou mostrar pro Hique a música que o Vitinho fez junto com o Celso Viáfora, prá colocar no Gueixa Tropical. O Beto já quer fazer um trabalho comigo, da gente estudar bastante a Mercedes Sosa. Eu e ele. Violão e bandolin. O Sabiá diz que produz. Ele produzirá o show da Virada também. Irei a Minas ensaiar. Agora Minas faz todo o sentido pra mim. Foi uma unânimidade, eu prá eles e eles prá mim. Vim andando de Boipeba até o fim da praia de Moreré no dia três de Janeiro, tinha uma entrada para dentro do mangue, quase uma toca. Entrei e dei de cara com uma biblioteca e lá fiquei, já abri um livro sobre Plutão que mudou o futuro da minha vida, tenho certeza, e minha forma de ver e aceitar e levar as coisas. Talvez pela coragem e atitude de vir prá cá sem nada esperar, concentrada no meu trabalho, ganhei uma galera inteira feita de artistas e dos bons. Sinto uma gratidão profunda.
É que parei um pouco de procurar fora. Estou me sentindo plena, é essa a minha sensação nesse momento, não tenho o menor interesse de olhar para fora. Estou num processo de placenta mesmo, engraçado e maravilhoso estar dentro do mangue aqui.
 Aqui é um manguezal imenso e ontem nós fizemos um passeio de um dia inteiro, éramos onze, para a Cova da Onça, um vilarejo, tinha festa de São Benedito. Parando na ponta de Castelhanos para o banho memorável, depois da travessia do mangue com a água já acima do joelho e a travessia do canal, foi indescritível. Pena que no final de tudo, na chegada no Bira, minha camera sumiu. Tinham fotos espetaculares.
Estamos no aguardo do “Chez Manjuba” que virá no verão do ano que vem. Com o chef Marcelinho, que é artista gráfico também, que fez um sashimi de robalo e o que não se fez sashimi, ele assou na folha de bananeira, no forno a lenha. Dos deuses.
Na vida nunca se pode ter tudo. Mas vou além..na vida, nunca se deve querer tudo. Talvez isso seja a chave da felicidade.

Moreré (Doc.35) A arte prevalesce.


A bela cotovia anuncia musica em mim. (Marco André)
Não tem jeito, a arte prevalesce. De todos os lugares que fui nesses dias, dos mais chiques aos mais simples, prevalesce o que a galera pensa. É incrível a diferença do pensamento das pessoas. Dos seus ideais. Dos grupos. Meus amigos, minhas galeras. Os valores mudam completamente. O que elas possuem, o que elas querem para o futuro. Ou se pensam nele…

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Burlesque"

Fui assitir ontem a pré-estréia de "Burlesque", ah que filme delicioso...que figurino lindo, as danças, a camaradagem. Um filme leve, gostoso, emocionante. Meu sonho é fazer um filme, ahhhhhh, que lindo! Esse filme é tão diferente do Cisne Negro, chato, pesado, aflitivo, só mostra a paranóia das pessoas que vivem nesses centros urbanos. Odeio gente paranóica e odeio quando eu tenho as minhas paranóias também. Esse ano agora, é o deixar levar. Não deu? Tudo bem, sem sofrimento. Chega de sofrer por querer tudo à nossa maneira, burrice. Tchau, vai vida, seja o que for. Eu quero é ser feliz. E sou.

o despertar de novas idéias


(maturidade) a coisa mais deliciosa do mundo é ter alguém que te entenda e saiba quem você é.

eu vejo casais completamente nada a ver. mesmo as vezes que aconteceu comigo. foi triste. você fala uma coisa, a pessoa entende outra ou não alcança a sua profundidade. 

maturidade é remédio prá qualquer coisa. é quando o horizonte clareia e fica mais longe. a gente respira.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

amor, força e união, viva o brasil!

compaixão pelos seres.


Cisnêyde, o lado negro do cisne.

cisne negro.. tadinho.. doidinho é o cisne possuido! menina, dá uma chegadinha aqui no brasil, vem tomar um choque elétrico de carinho na bahia. o carnaval tá chegando. você já ta quase vestida de indio, um indio do avesso mas tá, é só pintar o olho com urucum da próxima vez, tirar dois terços dessas penas rs, em vez da preta, menina aqui tem cada uma..de cada cor. larga o rivotril e cai dentro da água de côco. e não liga do mundo as vezes não ser tão simpático. c'est la vie meu bem, transmuta!

dança o coração

l'amour

eu tento dizer o que eu vejo daqui.

o terceiro verdadeiro amor. two-love

Too love.
To love
for all.

o segundo verdadeiro amor. friend-love

o primeiro verdadeiro amor. self-love

mergulhe.

nasça.



la vie en rose meu bem

é viver as manhãs de carnaval. doucement..

o coração sereno.