quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

yin

No mundo patriarcal, as mulheres descuidaram-se de seus ritmos para tornarem-se competitivas e o mais próximas possíveis dos homens. Caíram, sem perceber, sob o domínio do masculino interior, perdendo o contato com seu próprio instinto feminino, passando a viver somente através das qualidades masculinos do "animus". Entretanto, negar sua identidade é constituir-se em um ser sem alma. Não é incorporando os valores masculinos ou tentando imitar seu comportamento que terá reconhecido o seu valor. A mulher deve ser reconhecida também, pela sua dimensão feminina e não pela sua dissociação da sua realidade psíquica. fonte: witchclubhouse.blogspot.com imagem: Winterhalter_Franz_Xavier_The_Empress_Eugenie_Surrounded_by_her_Ladies_in_Waiting

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

e o que fazer com os espaços que sobram?

com a sala vazia, as paredes sem fim, bom e ruim, puro, nada a declarar, como será esse final? esqueceu-se por completo? não sabe mais quem sou, aonde eu moro, os novos endereços dentro de mim, e assim foi embora ou se apagou definitivamente? se marcas nas paredes não deixou, se não houveram as boas estantes para preencher com histórias ou contos que sejam, ou poesias..há houveram sim! a sobra é uma kundalini virtual? boa! única, pendurada em cima da cama cor de rosa.. divina, mangedoura do ser, que envolve e aquece, fazendo brilhar, alimenta a feliz existência que deixa escolher. se ele pensa que, agora sim, estou livre e vou soltá-la por aí, minha menina, "volta a se a acostumar com as cócegas do vento do galope selvagem no teu rosto, a saciar a tua fome." lembra? mas não é verdade, porque tudo desliza para minha casa em mim que já é , por quê sair por aí? engana-te, meu caro. engana-te, porque o sangue não é raro a tôa, ele se preserva, ou se entrega de vez aos demônios de braços abertos, porque isso não faz a menor diferença. se testas, mas já não importa? o amor está provado e sacramentado, está mais do que amado. não se fala mais sem sorriso, alegria em te ver, abre-se um outro livro, com partituras de pássaros, liberdade e redenção, pensamentos deixamos para amanhã ou outro dia, quem sabe, mas para hoje, não peço nada se não o presente momento, bem vivido e junto de quem é feliz, mas primeiro em paz comigo mesma, mansidão de imperatriz.

olhos puxados te fascinam?

o quê mais?

sou seu patinho feio

"...felicitá... su quale treno della notte viaggerai lo so..... che passerai...... ma come sempre in fretta non ti fermi mai.." (lucio dalla)

principe das marés

céu, tão grande é o céu..

as formas do amor..

just me

a vida é para ser vivida e não explicada

sou tua gueixa curumim

mansa..

like a river that can't find a see..

como é que vou por amor em palavras?

ninguém espera mais ninguém, ninguém ama mais..

bonito

I had a love in shangai..so many years ago..where have you gone my love? where did you go?

não te iludas!

o que é ser feliz?

cachos de salitres da sua boca

sorrindo e fazendo

dançando..

perto daonde eu moro..

cantando baixinho prá ele dormir

não fala nada..purple rain

fecha os olhos, eu não quero nada, juro, deixa eu cantar só prá você hoje..

beleza eterna, imagem é tudo?

tu és a festa das minhas vontades..

coisa linda!

coisa linda, é mais que uma idéia louca ver-te o alcançe da boca

quem disse que estou sozinho? meu mundo é shambala baby!

o seu balançado é quase um poema..é a coisa mais linda que eu já vi passar!

ah por quê estou tão sozinho?

se a beleza é tudo o que existe? eu viro passarinho..

ah, se ela soubesse que quando ela passa o mundo inteirinho se enche de cor e graça e tudo fica mais lindo só por causa do amor.

num doce balanço, caminho do mar..você não viu nada

para quê e com quêm?

a verdade faz falta.

qualé?

será que os sonhos fazem parte de nossa realidade? será nossa mais nobre gasolina? nosso riso e nosso choro. vivemos para realizá-los afinal? ou o quê

backstage! ha!

melhor desarmar todos os seus altares

gueixas gostam de dançar vintage..hummm

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

gueixa baião!

seja marginal, seja herói

"Há um homem encarregado de reunir os restos…cada coisa que a cidade grande recusa, cada coisa que é rejeitada, cada coisa que é quebrada, ele cataloga e coleciona, como o mendigo usando roupas, sacos de plástico, latas e uma coleção de bugigangas coletadas do lixo que flui da cidade. Apagando a linha que separa o corpo e a alma.

Somos aqueles que atacam por trás da tradição, extraindo os seus gemidos interditos. Elegemos a vontade criadora como motor de um ethos que não se orienta por diretriz de qualquer espécie, a não ser de suas próprias pulsões."

trechos do texto de Roosevelt Soares, fonte: google

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

gueixas curtem hap?

apresentação

by the way..iching (sem comentários)

Seis na terceira posição significa: Ele encontra um companheiro. Às vezes toca o tambor, às vezes pára. Às vezes chora, às vezes canta.
Aqui a fonte da energia de um homem não reside nele próprio, mas em seu relacionamento com as outras pessoas. Por maior que seja sua intimidade com essas pessoas, se seu centro de equilíbrio interior depende delas, ele será arrastado, sem que o possa evitar, ora à alegria, ora à tristeza. Às vezes estará no mais alto céu, depois mergulhará num desespero mortal; esse é o destino daqueles que dependem de uma concordância com as pessoas a quem amam. Aqui apenas se expressa a lei segundo a qual é assim que as coisas se passam. Deixe-se critério do interessado avaliar se essa condição será considerada uma aflição ou a suprema felicidade do amor.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

gueixa com a libéla 2

pousada no seu "criar do mundo"

gueixa com a libélula

LIBELA! imagem by google e intervenções gráficas rosas e libelianas de daniela procopio

libélula cor de rosa (o amado)

e minha libélula cor de rosa? por onde anda? ele pensa que esqueci, tenho certeza, olha como se engana. é linda, presa numa fivelinha de cristais.. ficou pousada no criado mudo, que quando pequena, eu chamava de "criar do mundo", porque não poderia ser esse nome, ou senão uma palavra francesa "crriádumud" que eu nunca tinha ouvido falar, ohhhh olha só eu caindo em mim, mas esse é o blog da gueixa! e ela está lembrando da última vez que esteve com seu amor, volta,..ela está lembrando dos travesseiros novos, e quando a gente lembra quem diz que a gente não sente de novo? os lençóis brancos, a cama larga um pouco retangular?, analisa, já deu um salto e quicou na maciez, solta o cabelo, ele pediu, o insetozinho foi deixado de lado rapidamente e os cabelos desenrolaram até a cintura. ele é um homem importante, é de outro universo, diferente do dela, seu mundo gira nos termos exatos, nos números, cálculos e critérios. aquilo para ela, os quadros e diplomas e prêmios na parede, tantos livros e nomes, é adorno que índio nenhum tem como mesurar. a gueixa vá lá, mas a descoberta final é que antes dela ser gueixa ela é uma índia, pura, idealizada, da floresta amazônica, e quantas vezes a gente não se engana, por aparências ou por julgamentos imaturos, e pensa que é uma outra coisa? e se confunde internamente, isso faz parte da experiência, da jornada, seus olhos puxados, uma índia que sonha em ser gueixa só pode dar numa gueixa tropical. e essa fez dele um passarinho feliz, mas só ela prá lhe fazer as vontades, servi-lo da maneira que ele gosta, fazê-lo sorrir daquele jeito achando graça nas coisas, que o homem era cheio de vontades, ela sabia de tudo o que ele gostava. via-se paixão nos seus olhos, vida e inspiração. e olha o que a gente faz por amor. o que talvez tenha acontecido foi que ele teve medo de se envolver da maneira como se envolveu e depois, sendo ela tão jovem e artista de.. artista. o que mais amedronta um homem é ser trocado por outro. no fundo, ele não deve ter acreditado em seu amor, dela por ele, e tido confiança o suficiente para a relação ter durado. e se ela me trocar? ela canta, vê-la cantando (...). eu tenho medo que um bruto qualquer, mais forte do que eu a leve embora, me deixando aqui, sozinho, e meus amigos rindo de mim. e a história se repete, o drama da vida se repete com nomes diferentes e nacionalidades, mas o amor e o desespero da perda é o mesmo em qualquer lugar, a dor de ver o ser amado feliz nos braços de outra pessoa é igual prá qualquer um. e ao mesmo tempo, é só o sentimento que nos une. e era afinidade emocional e física, diferença temporal e cultural ao mesmo tempo, não é a toa que existem contos de fada, era uma gueixa e um homem poderoso, uma índia e um homem frágil. tudo isso em dois. e nos dois. e ao mesmo tempo. ele ficou inseguro com o fato dela querer seguir sua carreira artística, como você vai sair a noite para se apresentar, na hora que chego, que eu quero você? como você vai viajar e me deixar aqui ou não vai me acompanhar quando eu tiver que ir? houveram conflitos. maturidade e imaturidade. dos dois. grandes quebras, perdas ou mudanças, são oportunidades preciosas de reavaliarmos a vida. a índia é quase criança, ou sempre será, os índios são puros, não têm medo. então aquele mundo novo e colorido não vira um desafio para ela, vira um parque de diversões. porquê os índios tem uma mansidão interna, e talvez na amazônia seja ainda mais profunda, ah minha cabeça de branco, mas foi essa moça que fez aquele homem amar de novo. e enlouquecer também. seus olhos brilhavam nas fotos dos jornais..perfeitamente compreensível. o que faz uma índia-libélula com o coração de um homem "estruturado", cheio de regras e metas a cumprir? essa índia bem da verdade não é de grandes profundidades filosóficas, ela é mais natural, no sentido de não ter adornos ou máscaras no seu ser, desprovida de pensamentos com rimas, frases pensadas, sinuosidades românticas ou paranóicas. ela é simplesmente natural. tranquila, fala pouco e sorri com os olhos e a boca. seria uma libélula se fosse um inseto, mas aí ela se lembra já sabe do quê.. e a saudade come de novo. libélulas são comida da saudade, pensa, será que ele teve coragem de jogá-la fora? e com ela o meu amor? ou será que ela foi descoberta por estranhos, sem querer, esquecida numa das gavetas do criado-mudo, na pressa de pegar outra coisa, e atirada com raiva pela janela, num vôo final? ou, ainda pior, que antes disso brincou nos cabelos de outra? e na mesma cama! não! que dor pensar isso, pobre gueixa, que índio não escreve ou lê, nem usa fivela de libélula e demora muito mais prá entender as coisas. mas sofre também.

que beleza!!!

só a música alivia de verdade a minha falta, a minha dor sem paz.

então a noite cai, a lua linda no céu

é preciso entrar no fuso normal. quantas vezes me perco em buscar o que está aqui perto, dentro de mim. esses pensamentos gueixianos.. meu guru viajou dizemos assim, fazer romance é melhor do que explicar o drama, rs, e meu guru junior também viajou. eu fiquei e um pouco triste, mas tudo vai andando e tomando rumo. silêncio, trocar o dia pela noite, um pequeno tsunami ali e alguns incêndios. esse ano de 2009 me deu grandes lições. foram três, então, pela crença popular, certifico que daqui para frente será calmaria, o mês enigmático que sempre foi dezembro, este então ainda mais, observando a minha condição, eu gostaria de continuar a segunda fase do projeto, a primeira está feita, e aquietar pelo menos um pouco o que não pára de bater. meu desequilíbrio-momentâneo-de-ordens-externas causa cansaço e fraqueza física. perdi o ritmo do corpo, do exercício, a tristeza atinge minhas juntas, meus músculos reagem como se eu tivesse tomado uma surra, mas foi do coração. dá desânimo de fazer as coisas (mas eu f-aço meu trabalho intelectual, e vou já já engatar de novo no físico, mas sem sono não tá dando ainda, algo pede descanso), olhamos tudo com aquele olhar de cachorro morto, nem eu me olho no espelho, não gosto de me ver assim. estou reagindo! talvez tudo isso seja necessário, sinto um falso apego que causa esse mau estar, vergonha das coisas que não consigo mudar. somos responsáveis somente pelos nossos atos, fico respondendo, para quem dentro de mim, também não pára de perguntar. são quase quatro da manhã e deveria estar dormindo há horas, perder a disciplina nos treinos me deixa desapontada comigo mesma, e deveria estar sem olheiras, to chateada. um veneno. então vou tentar dormir antes das cinco, pelo menos essa noite, e amanhã mais cedo, e assim vai.. boa noite "...que é você quem me faz adormecer prá que eu viva em paz." (lupicinio rodrigues)

A CONDUTA (TRILHAR) (treho) a consciência do perigo possibilita o sucesso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

se o que não tem sentido, nunca vai ter fim mesmo ou até que pare de imaginar minha vã filosofia haha

E Nietzsche lembrou que é necessário que se tenha o caos para gerar uma estrela. whal que ouça aquele gerente ridiculo do "xangai"..

Nietzsche em defesa da cultura

Friedrich Nietzsche estava se recuperando em Basiléia, na Suíça, de uma doença que o atacara na Guerra Franco-Prussiana de 1870 (ao prestar serviço de assistência aos feridos do exército alemão), quando chegou-lhe uma terrível notícia. Em março de 1871 a população de Paris havia se rebelado contra o governo derrotado. Pior, os operários estavam pondo fogo nos grandes prédios públicos e depredando as obras de arte espalhadas pela capital francesa, entre elas a bela Coluna de Vendôme. Era a Comuna de Paris que havia sido proclamada no dia 18 de março de 1871, que se tornaria um dos mais violentos levantes populares da Europa do século XIX. Foi um choque para ele. Ainda estonteado pelas informações que recebera, refugiou-se na casa do historiador da cultura Jacob Burckhardt (1818-1897), o célebre helenista e historiador da cultura, pesquisador da Itália renascentista, que igualmente estava desconsolado. Acreditaram os dois amigos que toda a arte ocidental estava ameaçada. Séculos de beleza estavam em vias de ser totalmente devastados pelo vandalismo das massas parisienses revoltadas. Os episódios da Comuna de Paris foram fundamentais para o acirramento das posições políticas de Nietzsche. Onde Karl Marx viu um momento de bravura popular, Nietzsche identificou o surgimento de uma nova barbárie que era preciso deter a qualquer custo. A Comuna será, pois, o ponto de partida para uma série de escritos que ele desenvolveu ao longo dos próximos vinte anos seguintes e que o colocaria ao lado dos antidemocratas, dos anti-socialistas, e contra todo e qualquer tipo de pregação que visasse a igualdade, tornando-o um apologista da distinção.

tropicaliente!!!!!

"Snake Tamer's Ditty" by Amy Crehore

que delicia, não poderia ser mais tropical, colorido alto astral..quero um quadro desses, deve custar caro..

danaaaaaaaada essa garota

meninas devem saber o que querem. tudo tem um tempo para acontecer. ou não.

"French Bubble Gum Encore" by Amy Crehore

o paraiso..e a salada de fruta!

ele dizendo, você fez tudo errado...ainda ecoa nos ouvidos. como saberia?

"Deja Vu Waltz" by Amy Crehore

show, boate "xangai"

"Black Ball Finale" by Amy Crehore

linda!

"Dragonfly Vanity Waltz" - Amy Crehore

pompa e hipocrisia

ref.: Jindřich Štyrský sábios em vão, sábios em vão..o que vale a vida afinal?